Guardámos os segredos do nosso amor perto do lugar que o viu crescer. A cada dia que passou, colocámos um pouco mais deste sentimento dentro da pequena caixa de madeira. Mas rápido, para que nada do que já lá estivesse dentro escapasse com o vento. Guardámos os sorrisos e o primeiro beijo. E os que já demos a seguir a esse.
Por vezes, penso que mais tarde ou mais cedo descobrirão a caixa. Mas sabes, estou tranquila. Para quem a abrir, será apenas mais uma caixa de madeira vazia. O amor não se vê, sente-se. Só nós sentimos verdadeiramente aquilo que os outros sentem como um arrepio na espinha.

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