Somos só tu e eu. Ao olhar para trás vejo como foi fácil chegar até onde chegámos, até onde estamos agora. Quando retomo a minha posição, com os olhos postos no horizonte, tenho medo. Medo do que acontecerá, medo do que seremos dali para a frente. Será que chegaremos depressa a um lugar quente e acolhedor que proteja este nosso amor? Ou será que ainda temos de percorrer quilómetros e quilómetros, repletos de obstáculos, após uma esquina traiçoeira ao fim desta estrada. Dá-me a tua mão, não me soltes agora. Promete-me que a largarás apenas se algo maior que este amor se impuser perante nós. Ora, não sejamos ingénuos. Haverá sempre algo mais poderoso que o nosso "nós". Somos novos demais, inocentes demais e o fim pode estar mesmo à nossa frente e ser apenas uma pequena pedra na qual tropeçaremos, sem querer. Dá-me a tua mão e vamos concentrar em nós tudo aquilo que já vivemos juntos. Somos novos demais, inocentes demais e o fim pode nem sequer existir para nós.

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