19 de abril de 2012

Ainda era cedo. Sabia-o, pois todas as pequenas e grandes lojas do centro mantinham as portas fechadas. Os vidros das fúteis montras pelas quais passava reflectiam a minha imagem. Consegui reconhecer a ansiedade no meu rosto quando me vi com um sorriso estúpido. Estaria eu a sorrir assim há quanto tempo? Ora, que parvoíce. Sabia que seria apenas um café da manhã entre dois amigos, mas o facto de me cruzar com aqueles olhos sorridentes, outra vez, numa circunstância totalmente diferente da habitual, deixava-me naquele estado. Não tenho culpa. Olhava para o relógio e o tempo custava a passar. Já estaria ele a caminho? A vibração do telemóvel impediu-me de terminar o raciocínio e, até quase me impediu de raciocinar alguma vez mais. Li o teu nome, ouvi a tua voz. [...] Não saias daí. Vou-te buscar. [...] Alcançaste-me.

Obrigada por esta maravilhosa manhã.

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