29 de maio de 2012

Uma vida inteira que agora foge por entre as mãos entrelaçadas. Como encaixam tão inteiramente uma na outra. Como se o tempo nunca tivesse passado pelos seus membros enrugados. Todo o amor que ali se concentra, detém a mesma intensidade com que tudo começou. E agora, olhos nos olhos, relembram os sorrisos, as lágrimas e a vida a dois que partilharam. Olhos nos olhos, ele compreende que o olhar dela – o amor da sua vida – se começa a desvanecer. Entende que é hora de a deixar partir.

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