25 de outubro de 2012

‎De entre tudo o que já ouvi sobre o amor, o que mais me intriga é a sua procura. Dizem-me que a melhor forma de procurar o amor é, justamente, não o procurar. Pois bem, a melhor forma de procurar o amor – digo eu – é deixar que ele aconteça, como acontecem os dias, sem que para isso tenhamos que pedir que mais um venha. O amor vem sim, mas é necessário que, no mínimo, dele estejamos à espera. Se não estivermos na estação é bem possível que, chegado aí, ele se meta na carruagem e parta de novo, sem que nunca saibamos que um dia ele aí esteve. A verdade do amor – e toquem os sinos, cantem as crianças afinadas – é que não somos nós que o procuramos, é justamente ele que nos encontra...

23 de outubro de 2012

Ninguém morre por amor, não é? Mas achas que temos de aceitar algo que não gostamos? Achas que temos de aceitar que a pessoa que amamos possa ser feliz com outra pessoa? Temos não é... Se não era egoísmo. Mas, achas que vale a pena continuar a lutar? Vale a pena esperar? Que o nosso dia chegue? 
Se tiver de ser, será. Por isso, continua a lutar até ao fim, mesmo que não saibas até onde terás de ir para o encontrares. Porque valerá sempre a pena esperar por quem nós amamos. Mesmo que essa pessoa já tenha encontrado a felicidade noutro coração. Porque quem ama de verdade, nunca desiste. Não por vontade própria. E porque amamos, também devemos aceitar o bem dessa pessoa, a sua felicidade. Porque... Se tiver de ser, será. E quem sabe se não é amando essa pessoa que acabarás por te deixar conquistar por outra que te fará bem mais feliz? Que te dará bem mais; que te quererá bem mais; que te amará como nunca ninguém amou... 

22 de outubro de 2012

Eu nunca vou desistir de nós, mas também não desisto de ser feliz.
Tão nós!
Vou-me deixando conquistar aos poucos.
Perco-me nesses teus olhos cor de amêndoa e só volto a encontrar-me quando não estás por perto. Sou frágil ao teu lado; sinto que vou ceder a qualquer instante. E enquanto o vento gelado me abraça, eu rezo para que ele te traga. Mas já não sei se te quero. Não me entendo. Quero que sejas livre e feliz; e ao mesmo tempo, feliz e livre comigo. Boa noite, bebucho.

18 de outubro de 2012

Juntos, rimos até que a dor no estômago seja insuportável e que as lágrimas de entusiasmo descubram o nosso sorriso. Foi bom ter-te encontrado.

17 de outubro de 2012

A chuva ia caindo sobre o meu rosto. Desprotegida, deixei que as gotas de água me atingissem e trouxessem as lembranças, sem que me opusesse. Recordações primaveris que apeteciam ter de volta. E a saudade regressou; e a saudade permaneceu.

15 de outubro de 2012

Ela ama. Ele não corresponde.
Ela sofre. Ele não está nem aí.
Ela afasta-se. Ele sente a sua falta.
Cliché.

14 de outubro de 2012

Passaram-se quatro estações e, pela primeira vez, não senti toda aquela necessidade letal de te envolver nos meus braços, como uma criança abraça o seu peluche favorito. O meu corpo limitou-se a manter a distância suficiente para que trocássemos frases banais e fumássemos o nosso cigarro debaixo do pequeno alpendre. Mas, durante os poucos minutos que permanecemos lado a lado, o meu olhar obrigou-me a contemplar o teu ser e, dei por mim a questionar-me sobre o verdadeiro amor - será que ele morre de um dia para o outro? Concluí que talvez este amor esteja apenas adormecido para que eu consiga ser feliz noutro lugar.

10 de outubro de 2012

Abraços inesperados com sabor a mentol e cheiro de relva molhada. É sempre melhor quando se sentem dois corações vivos. Sabe sempre melhor.
Saudade, acima de tudo o que possa estar a sentir neste momento. Saudade de ti; e de nós. Sei que a distância não importa quando existe algo mais forte a unir duas almas, mas sinto falta dos fins de tarde na esplanada da estrada principal, entre copos e cigarros e conversas com todo e nenhum sentido. E sabes, gostava de repetir o passado e contar-te todas as aventuras ainda não proferidas; ou falar-te apenas de quem se tornou especial. Sei bem que a felicidade se instalaria no teu rosto quando entendesses que voltara a saber sorrir.

9 de outubro de 2012

Tens sido como um pequeno raio de sol nos meus dias nublados; uma lufada de ar fresco no meu rosto, em dias abafados pelo calor da chama que me tem consumido. Gosto de te ver sorrir e rir contigo, como há muito tempo não o fazia. 

7 de outubro de 2012

Sou tão pouco, sem ti.
Não consigo esquecer a tua silhueta, enquanto caminho pelas ruas da grande cidade. Cada esquina faz-me recordar-te. O movimento automático dos meus pequenos pés, levam-me ao passado. E a minha alma eleva-se quando volto a ouvir a tua voz chamar por mim; e o teu odor mistura-se com a brisa da manhã que desliza sobre os meus cabelos, fazendo-me inspirar a paz. O meu corpo segue o som das tuas palavras e o nosso olhar não se cruza. Não estás presente; nunca tiveste. Foi apenas mais uma facada deste meu inútil coração.
Tento saber como é que vai ser,
Se posso viver sem ti.
Tento fugir mas eu só penso
Na hora em que estás aqui.
Tu nunca vens e quando apareces,
Finges que não há nada.
Deixas-me só, sempre a pensar
Que chegámos ao fim da estrada.
Tento manter a calma; às vezes, parece que não te ligo.
Pode parecer até que te esqueço, mas só quero estar contigo.
Pode parecer que sou livre, mas eu estou preso a ti.
Às vezes disfarço e não consigo,
Mas eu só penso na hora em que estás aqui.

5 de outubro de 2012

'Cause to love you means so much more. When I need to cry, you make me try. I want to die and ask me why! 'Cause I can't fight no more. (...) When I wanted to stop, when I wanted to fail, I saw your eyes and I believed there's so much more... So much more...

2 de outubro de 2012

A atmosfera continua pesada contigo presente. Pesa na alma, este amor perdido que não se encontra. O teu olhar cada vez mais distante assusta-me, apesar de saber que o teu sorriso continua verdadeiro. Mas essa tua essência parece desaparecer de dia para dia. A tua luz parece fraca. Não pareces tu. E intriga-me e invadem-me as tuas atitudes, porque não as sei explicar; porque não sei sentir aquilo que estás a sentir. Não consigo entender o porquê do teu silêncio; o porquê da tua ausência.