10 de janeiro de 2013

Com o cair do pano negro no horizonte, regressou a chuva miúda que nos reinventou os pensamentos, neste Inverno. Imaginei-te imóvel no jardim da minha casa. Pisavas a relva, delicadamente, com os pés descalços de medo e covardia. A tua cabeça ergueu-se e, os teus olhos, comtemplaram-me como se eu fosse uma estrela cadente suspensa no ar ou apenas uma pequena rosa capaz de te enfeitiçar. As gotas de água caíam do vazio e deslizavam no teu rosto, parecendo lágrimas. Parecendo, cada uma delas, um pedido de desculpa; por não teres lutado por dias melhores ou por nem sequer teres tentado recuperar um coração que batia por ti. Não te esqueças que nunca é tarde demais para nós. Boa noite, bebucho.

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