12 de outubro de 2013

Não entendo, mas também não quero pensar demais sobre o assunto. Agarro no copo de vidro cristalino, esquecido sobre a velha mesa de madeira. Tento distrair-me da imensa vontade de fumar. Não o faço há alguns dias, mas a vontade regressa muitas vezes. Sempre me soube bem reflectir na companhia de um cigarro. A minha vida tem dado tantas voltas quanto uma bailarina presa numa caixinha de música. Ironicamente, tal como ela, tudo permanece igual e de regresso ao ponto de partida, ainda que tudo pareça estar em constante mudança. É a emoção da expectativa que me faz mover, quando também é a mesma que me tira todos os sonhos que inventei e que alegraram o meu coração por momentos. É difícil não viver num mundo de ilusões, quando nada mais conheço. E por que é que quando tudo parece estar bem, há sempre algo que teima em estragar tudo?