14 de fevereiro de 2014

O amor não tira férias

O que eu estou a tentar dizer é que eu encaro o sentimento tão minúsculo e insignificante quanto é humanamente possível. E o quanto consegue fazer doer em lugares que nem sabemos que temos dentro de nós. E mudes quantas vezes mudares o corte de cabelo ou vás a quantos ginásios fores ou tomes os copos que tomares com as amigas, continuarás a ir para a cama, todas as noites, a relembrar cada pormenor e a pensar em que é que falhaste, ou como podes ter entendido mal. E como é que, por mais breve que tenha sido esse momento, podes ter pensado que eras feliz. Por vezes, chegas até a convencer-te de que ele vai ver a luz e te vai aparecer à porta. E depois de tudo isso, por mais tempo que tudo isso possa demorar, partirás para um lugar novo e conhecerás pessoas que voltarão a fazer-te sentir válida e os bocadinhos da tua alma voltarão, finalmente, a juntar-se. E toda essa confusão, todos esses anos de vida que tu desperdiçaste acabarão por desaparecer.

in O amor não tira férias.

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