Um mês sem ti, Avó

Como é que vivemos o resto da nossa vida sabendo que nunca mais veremos uma pessoa que amamos, precisamente, para o resto da nossa vida? Eu ainda nem aceitei esse facto, portanto, esta é uma pergunta que ficará muito tempo sem resposta. Talvez nunca a terei. Desconfio que o tempo que me resta não será sequer suficiente para a encontrar.

Como é que vivemos o resto da nossa vida quando sabemos que nunca mais ouviremos a voz daquela pessoa que precisamos, precisamente, para o resto da nossa vida? Tento reproduzir esse som na minha mente e sinto-me frustrada, pois nada irá igualar aquela melodia.

Nos últimos dias que passei com ela, falou-me de algo que confesso não me lembrar, mas acabou a conversa com a frase: "Este dia está a ser péssimo - dizia ela". E todos os dias são péssimos sem ela. São sufocantes. E imaginava eu que perder alguém seria doloroso. Agora, sei que é insuportável! Ninguém irá preencher aquele vazio que ficou. Ninguém irá compensar o amor que me era dado e retribuído.

Dava tudo para a ter uma vez mais ao meu alcance, porque nem mil eternidades seriam suficientes ao lado dela.

Amo-te, Gorda ❤️ 

2 comentários:

  1. muita força princesa! o tempo vai ser o teu melhor amigo, acredita*

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  2. É curioso, as nossas avós faleceram no mesmo dia :(.

    Força Patrícia!

    Beijinhos

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