Liberta-te

quarta-feira, agosto 12, 2015


Liberta-te. Seria assim que começaria uma carta para ti. E comecei. 
Liberta-te do passado sem nunca o soltares completamente. Lembra-te que as recordações são aquilo que és, mas não ditam aquilo que ainda vais viver.
Liberta-te dos amores perdidos e do coração partido. Chegará o dia de viveres um grande amor e não vais querer que ele te passe ao lado sem reparar no teu sorriso. Sim, porque o teu sorriso é a tua maior arma e devias mostrá-lo mais vezes.
Eu sei que este ano foi difícil e que muitas vezes a vontade de acordar pela manhã e levantar da cama não é forte, mas deves continuar. Sempre continuar. Pelo menos, tentando sempre.
Eu sei que a vida escapou por entre os dedos de uma das pessoas que mais amavas, mas porque eu sou tu também sei que ela não iria querer que te afundasses em tristeza. Ela iria querer que te tornasses numa mulher forte e determinada, assim como ela foi, até aquele cancro filho da puta a ter levado para longe de ti.
Liberta-te das pessoas que te querem menos bem. Liberta-te e abraça mais e beija mais e ama mais. Como se fosse o último e derradeiro dia da tua vida. Fá-lo por ti e não esperes que alguém te salve do abismo. És tu que decides se queres continuar com medo do desequilíbrio ou se, num rasgo de loucura, te atiras para o desconhecido e, quem sabe, vivas.
E porque eu sou tu, liberta-te e não desistas de tudo o que sonhaste um dia. São os sonhos que nos movem, que fazem com que tudo tenha sentido nesta vida. Porque sem eles não existem objectivos. Porque sem eles não vives, mas sobrevives. E para que serve a alma se não para experimentar a vida intensamente?

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Tema: uma carta para mim mesma

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